Tuesday, October 03, 2006

A vida não acaba apena se transforma...

Ao pensar um pouco no evangelho, proposto para a liturgia de hoje, (Jesus sobe para Jerusalém, lugar onde vai morrer, por nós), vieram-me ao pensamento umas palavras de S. Bernardo, um monge cisterciense e doutor da Igreja do século XII.
A propósito da nossa caminhada, peregrinação, para o fim último que é Deus, diz S. Bernardo: “já iniciaste a caminhada para a cidade onde habitareis, não avanceis por bosques, mas pela estrada”. Esta via pode parecer longa, e trazer menos consolações, ou ao olhar para a longevidade da estrada a percorrer se sintam conquistados por uma falta de coragem espiritual, e percam a esperança de conseguir suportar tantas dores. Deus nunca falta com as suas consolações, aos que ele elege.
Continua o venerável santo: “é certo que, actualmente, estas consolações ainda não lhes dadas senão à medida das suas penas; uma vez, porém, atingida a felicidade, não serão já consolações, mas delícias sem fim que encontraremos à direita de Deus (Sl 15, 11). Desejemos esta direita, irmãos, que nos alcança todo o nosso ser. Ansiemos ardentemente por esta felicidade, para que o tempo presente nos pareça breve (como de facto é) em comparação com a grandeza do amor de Deus. Os sofrimentos do tempo presente nada são em comparação com a glória que há-de revelar-se em nós (Rom 8, 18). Promessa feliz, por cujo cumprimento devemos esperar com todo o nosso coração!”
Hoje proponho-te um simples exercício:
Que pensas acerca do final da tua vida?
Que sentimentos experimentas quando pensas que um dia a tua vida vai ter um fim (entenda-se fim terreno)?
Ânimo amigo(a).

14 Comments:

Anonymous Simão said...

É um bom exercicio, sem duvida..
São Paulo, lá em Filipenses, chamava à Morte "Lucro". Mas antes dizia que para ele viver era Cristo.
Acho esta passagem um dos maiores ensinamentos Cristão e que dá realmente um grande sentido a vida.
Agora se nao tenho medo dela, é porque penso que ela me passa ao lado. Espero um dia que Deus me converta.
A paz contigo

5:15 PM  
Blogger zezezinho said...

amigo,desde já obrigado pela visita que fizes-te ao meu galafura. Vou passar a visitar oteu mais vezes. em relação á musica foi colocada de próposito, anda num mundo que já não era meu precisei de me libertar, olha não tenho o cd is enviar-te mas não sei o teu mail.

http://www.santidade.net/musicasML1.htm

deixo-te aqui o sitio onde encontrarás a musica que ouvis-te e outras tantas

Abraços amigo

6:20 PM  
Blogger Manuel said...

Ora viva!
Venho só deixar um abraço, ao regressar à "vida activa"...

5:12 PM  
Anonymous Eremita said...

Hoje descobri mais uma "janela" que muito me alegra,pois assim vou conhecendo e aprendendo com todos aqueles que o Pai me vai colocando no caminho.
Quanto ao seu post,penso e quero quando passar a "fronteira" chegar com as mãos vazias para abraçar bem o Pai(sorri), o Reino dos céus está dentro de nós,e deve ser preparado cá na terra,com a paz e harmonia para para que a nossa vida seja harmoniosa à nossa volta.
Curioso, desde pequena nunca receei a morte.
Abraços

5:36 PM  
Blogger Danilo said...

Prezado amigo,

Acabo de incluir um link de seu blog em http://blogscatolicos.blogspot.com (“Guia de Blogs Católicos”). Gostaria de lhe sugerir a inclusão do link do Guia em seu blog. O objetivo é que todos os blogs católicos possam ser facilmente encontrados em um só sítio. Para que esse objetivo seja alcançado, seria muito importante que seu blog acrescentasse um link para o Guia.

Desculpe fazer essa sugestão neste comentário, mas é que não encontrei um caminho mais adequado.

Em Cristo e Maria,

Danilo

5:59 AM  
Anonymous Anonymous said...

Confesso que ando á varios dias para enviar uma mensagem de resposta...sem duvida que é um bom exercicio, embora seja um assunto dificil de lidar, ou pelo menos que queiramos entender...espero apenas que Deus um dia me receba numa hora certa...

4:46 PM  
Anonymous Eremita said...

Ao anónimo ...rsrs
A hora certa,é ter os ponteiros sempre a funcionar na direcção do amor..

6:37 PM  
Blogger nahar said...

apesar de pensar algums vezes nisso e na névoa que reina neste campo, tento que a filosofia do carpe diem impere e viver um dia de cada vez a caminho do Pai

abraço em Cristo

12:47 PM  
Blogger Pdivulg said...

À partida, medo. Medo do desconhecido, medo do infinito... Medo pelos que ficam cá e que possam necessitar de mim (refiro-me à minha família) mas por outro lado a Fé e a confiança em Jesus que sossega, e transmite-me confiança e esperança nesse futuro.

9:33 AM  
Blogger Paulo said...

Apenas penso que depois desta passagem terrena, espero que longa e proveitosa (em termos cristãos) e acredito na ressureição, se não, "isto" não faria sentido.

12:05 PM  
Anonymous Joana said...

Não sei o que me espera, ninguém sabe... Resta-me a fé!

4:31 PM  
Anonymous Anonymous said...

Penso que será triste, apenas isso.

8:16 AM  
Anonymous malu said...

Comecei agora o dia e como sempre, procuro em uma pequena oração, entregá.lo nas suas mãos. Sempre penso que pode ser último e peço-Lhe coragem para esse momento, princpalmente a fé. Assusta sim, mas Confio que me escuta e que me atenderá.

Agora aqui, é um pouco doferente, como em outros momentos quando não espero e esse pensamento surge inoportunamente. Já estive a morrer por duas vezes e da primeira, por doença que durou meses, não tive receio algum. Sofria e vivia cada minuto pedindo o fim da dor. Da segunda sim, foi repentino e o sofrimento foi mais esse de ver chegada a hora sem ter tido tempo para me preparar. Pensei em tudo e foram ainda umas horas vividas em confusão. Talvez que por isso, Lhe entregue tudo na oração da manhã. Saio calma, confiando que por Sua graça até que aceite bem e como o momento em que finalmente O irei encontrar, na esperança de ter tempo para apelar à Sua Misericórdia.

Pois... à terceira.. não é?
Não, já não me dá 'aquele' medo.
Abraços.

7:35 AM  
Anonymous Silvia said...

Na medida em que vamos unindo a nossa vontade à vontade do Pai vamos recebendo da Sua paz e mansidão. Embora este caminho possa ser difícil e de abnegação, quando chegarmos à sua essência constataremos, como S. Paulo, que "já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim". E aí o fim terreno é a última entrega nas mãos do Pai.

2:06 PM  

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